sábado, 16 de outubro de 2010

naquela noite,

Tantas vezes tive raiva de não saber sair de ti e naquela noite apaguei tudo o que tinha teu.
As palavras que me deste têm um significado já ultrapassado e as lágrimas sem silêncio e sem coragem agora acabaram.
Mas que te importa a verdade? Nasces-te assim e morrerás tal e qual. Amas-me aos soluços e depois deixas-me a ver navios com uma gargalhada nem sequer cruel. Canso-me simplesmente de ti, digo mal de ti aos outro. Longe de ti, falta-me o ar, o cheiro a sal, o riso infantil das tuas anedotas brutas. Longe de ti o dia começa e acaba num ápice, como se nem tivesse a oportunidade de viver.
No final, regresso a ti e encontro o desengano de que preciso nos teus olhos.
E no final dos finais, nada aconteceu na minha ausência, por mais voltas que dê, não mudas - traidor , homem pequeno, desperado e louco

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